Ao fazer o discurso de abertura da “I Conferência Interativa de Proteção do Consumidor de Seguros”, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, o presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos, constatou que, 20 anos depois da aprovação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a discussão sobre este tema continua a atrair o interesse de um grande número de pessoas ligadas ao mercado segurador. Ele referia-se aos quase 250 inscritos no encontro promovido pela CNSeg e pela Escola Nacional de Seguros. “O mercado segurador tem, se não um comportamento exemplar, pelo menos um bom comportamento em relação ao Código, até porque já percebemos há muito tempo a importância do consumidor”, garantiu ele.
Embora destaque que a preocupação do mercado com a satisfação do consumidor sempre tenha existido, mesmo que de forma pontual no passado, hoje tal questão tem caráter estratégico, assinalou ele. Mesmo assim, sua impressão é de que o mercado ainda precisa fazer muito mais para ter uma boa imagem perante o consumidor, apesar da crescente e efetiva qualidade de seus serviços. Mas João Elisio vaticina que o mercado segurador avançou muito na questão da relação de consumo e está convencido de que o setor tem feito um sincero esforço para atender às expectativas dos consumidores.
Para ele, outra contribuição indireta no grau de satisfação dos clientes refere-se à solidez do mercado segurador. Lembrando os efeitos devastadores da crise financeira mundial em diversos países e setores, o presidente da CNSeg destacou que o mercado seguradora brasileiro passou incólume pela intempérie, a ponto de fechar o ano de 2009 com um robusto expressivo. Pelas suas contas, a receita do mercado segurador consolidado (seguro, excluído saúde, capitalização e previdência privada aberta) totalizou R$109 bilhões, crescimento de 14,2%.
Este ano, tendo em vista a perspectiva de aumento de 5% ou 6% do PIB, João Elisio está convicto de que a arrecadação do mercado vai “explodir”, porque ainda existem muitos nichos para a expansão do setor.
Isso porque, diferentemente dos bancos, os seguros são financiados pelo próprio sistema, o que indica uma necessidade menor de ajuda dos governos. Além disso, tais produtos possuem dimensão reduzida e insolvência lenta.