Em cinco anos, deve dobrar de tamanho o número de participantes de planos de previdência complementar aberta. A projeção é feita pelo presidente da Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi) e da Bradesco Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi, para quem, o volume de contribuições deve ter um incremento de 20% em 2012. “As pessoas têm consciência de que precisam poupar para o longo prazo e, para muitos, essa poupança é sagrada, o que faz com que o setor continue crescendo”, diz o executivo, em entrevista ao Portal Viver Seguro, da CNSeg.
Ele lembra que há ainda um grande contingente de pessoas para conquistar com o aumento da classe C. Rossi observa que, passada a “onda de consumo”, esse público vai querer poupar para o futuro. Como está havendo uma queda da taxa de juros, acaba sendo criado um novo ambiente de remuneração do capital. “Isso aumenta a preocupação das pessoas, ainda mais com o bônus da longevidade”, acentua o presidente da Fenaprevi.
Para ele, o mercado sabe que será preciso um grande investimento em comunicação para explicar previdência para quem nunca poupou. Por essa razão, está entre as prioridades da Fenaprevi e das empresas do setor investir na divulgação do produto e deixar claro que os planos de previdência têm incentivos fiscais para quem permanece no plano no longo prazo.
Segundo Rossi, no ramo vida, a FenaPrevi pretende discutir a criação e aprovação do Universal Life, um seguro de vida flexível, que permite o ajuste da apólice a qualquer momento. “Há várias opções, com ou sem rendimento mínimo garantido e a valorização das reservas é obtida via aplicação em fundos de renda fixa, o que garante mais estabilidade de rendimento para o segurado”, conclui.
Fonte: Seguros inf