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Correios param de negociar e mudam regras de plano de saúde

03 de setembro 2019

A Postal Saúde, operadora de planos de assistência médica dos Correios, tornou-se centro de uma disputa na Justiça. Os funcionários queriam manter os pais e mães nos convênios em novo acordo coletivo, mas a estatal não concordava devido às dificuldades financeiras. Estes dependentes representaram 30% das despesas em 2018, o equivalente a R$ 521,3 milhões.

Diante do impasse, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) sugeriu prorrogar os termos do acordo vigente por mais 30 dias, algo rejeitado pelos Correios. Sem o acordo, foram excluídos 50.541 usuários do plano. Em documento obtido pelo Valor, o departamento jurídico da estatal argumentou que, sem a redução dos custos de folha de pagamento, não é possível continuar com serviço postal.

A possibilidade de incluir os pais como dependentes no plano de saúde começou a ser oferecida aos funcionários em 2003. Até agora, tinham direito à inclusão os empregados com salário de até R$ 2,5 mil – que representam 80% da base da estatal -, cujos pais recebessem até 1,2 salário mínimo por mês e tivessem mais de 55 anos, informou José Aparecido Gimenes Gandara, presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect).

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Autor: Alexandre Melo
Referência: Valor Econômico