Capitolio


Seguro celular com contratação 100% digital

16 de outubro 2019

Cobertura para qualquer pessoa que tenha adquirido um aparelho nos últimos 18 meses

O furto de celular tornou-se algo corriqueiro no Brasil. A pesquisa Mobile Time/Opinion Box, realizada em julho deste ano, aponta que 47% dos internautas brasileiros já tiveram um celular furtado ou roubado. Deste total, 62% foram apenas uma vez, 27% duas vezes e 11% três vezes ou mais.

Além disso, apenas 9% das pessoas que foram roubadas tinham seguro. Foi considerando informações semelhantes a essas que fez a startup Ciclic, insurtech, empresa pioneira na adesão simplificada de previdência privada e seguro viagem, entrar nesse segmento de seguro. A previsão do CEO da empresa, o administrador Raphael Swierczynski, é que 40 mil aparelhos estejam segurados pela startup até o final de 2020. Ele conversou com o MONITOR MERCANTIL sobre o tema (veja abaixo entrevista completa).

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) terá novas normas a partir de janeiro de 2020. O lema será priorizar mais tecnologia e incentivar a redução de custos. No ramo dos investimentos financeiros e dos produtos de proteção, tanto individuais quanto familiares há dois anos, a Ciclic tem dois acionistas que garantem segurança aos investidores e expertise na entrega de serviços: BB Seguridade, empresa de seguros que pertence ao Banco do Brasil e principal acionista, e Principal Financial Group (PFC), empresa norte-americana líder no setor de previdência e investimentos.

Além de todos os modelos de aparelhos novos, o seguro celular da Ciclic abrange celulares usados, com até 18 meses após a data de compra. O usuário receberá um telefone novo no caso de roubo ou furto qualificado, e, no caso de quebra acidental, derramamento de líquidos ou oxidação, poderá ter seu celular consertado ou reposto, dependendo do caso. Válido por um ano, o plano pode ser parcelado pelo cartão de crédito em até 11 meses e irá custar, em média, 20% do valor vigente do aparelho.

“Estamos apostando em uma cobertura que devolve o aparelho de forma rápida para o usuário, em uma operação que demanda uma logística maior, porém mais vantajosa para o segurado. Nossa previsão é que, até o final de 2020, os planos representem 25% do faturamento total da Ciclic”, ressalta o CEO. A nova funcionalidade está disponível no site da startup (www.ciclic.com.br. ) desde 9 de outubro.

Raphael Swierczynski é um dos principais nomes do mercado de seguros, com uma trajetória de 24 anos no setor, marcada pelo desenvolvimento estratégico empresarial e pela liderança de equipes. Antes da Ciclic, ele foi CEO no Brasil da multinacional QBE, companhia global de seguros, e foi sócio-diretor da startup Thinkseg, focado no mercado de seguros digital. Graduado em administração de empresas, cursou EMBA na Joseph M. Katz Graduate School of Business, da Universidade de Pittsburgh (EUA). Faz parte ainda do Programa Acadêmico de Marketing Digital desenvolvido em conjunto pelas empresas McKinsey e Google, voltado à executivos C-Level. Como palestrante, já se apresentou em diversos eventos no Brasil, Estados Unidos e Argentina, abordando seguros e previdência e o desenvolvimento desses mercados no mundo digital.

Qul a perspectiva da startup com esse novo serviço?

– Esperamos que esse seja mais um produto de sucesso da Ciclic, pois vem para mitigar um risco real que todos os brasileiros estão expostos no dia a dia, com os índices de roubo e furto de celulares atingindo níveis inéditos no país. Além disso, todos nós estamos sujeitos a, por exemplo, deixar o celular cair e ter ele danificado – o que também está coberto pelo produto.

Como foi o processo de conceituação do seguro?

– Tratamos de entender quais riscos os consumidores estão expostos com um item tão importante quanto o celular, e tratamos de desenhar um produto que cubra estes eventos. Outra coisa muito relevante foi entender a qualidade da operação e velocidade de reposição do aparelho em caso de sinistro, pois celular deixou de ser um telefone a muito tempo, e hoje é uma ferramenta de trabalho fundamental.

Que perspectivas você vislumbra para as insurtechs no Brasil?

– Acredito que essas empresas vieram para realmente mudar o mercado e a maneira com que ele se relaciona com o consumidor brasileiro. Trazer inovação, maior claridade e transparência, e realmente entender as necessidades dos clientes.

Como pode ser definido o perfil do consumidor hoje desse tipo de produto? Não deve ser somente o financeiro?

– Esse produto atende um público bastante amplo. Qualquer pessoa que tenha adquirido um aparelho nos últimos 18 meses está elegível – e, como mencionei acima, expostos aos riscos todos estamos.

Que diferencial tem o seguro da Ciclic em relação aos outros produtos desse segmento?

– É um seguro bastante completo, com coberturas de roubo, furto qualificado, quebra acidental e danos por derramamento de líquido.

Que avaliação você faz sobre o projeto de inovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), chamado sandbox regulatório, que priorizará mais tecnologia e redução de custos. A entrada em vigor dos normativos está prevista para janeiro de 2020?

– Esse projeto está em início de discussão. Inclusive nesta quarta-feira ocorrerá uma reunião na Susep sobre este tema. Tenho boas expectativas sobre a evolução deste projeto, mas ainda tem um caminho a ser percorrido.

Referência: Monitor Mercantil