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Prejuízos com incêndios na Austrália podem superar US$ 3 bilhões

09 de janeiro 2020

Impacto econômico dos incêndios na Austrália deve superar o prejuízo causado pelas queimadas de 2009, as maiores registradas até então na História do país, segundo economistas do instituto de dados americano Moodys Analytics.

Os incêndios de 11 anos atrás que varreram o estado de Victoria em 7 de fevereiro de 2009 – data que ficou conhecida como Black Saturday (Sábado Negro, em inglês) custaram ao país pouco mais de US$ 3 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 12 bilhões.

Até agora, as chamas consumiram cerca de 8,4 milhões de hectares, e 25 pessoas morreram. Em comparação, o Black Saturday devastou 450 mil hectares e deixou 173 mortos. No entanto, a previsão é de que as queimadas deste ano superem a tragédia de 2009.

De acordo com economistas do instituto, os danos crescentes à vegetação e à atmosfera ameaçam diretamente indústrias como agricultura e turismo. Especialistas também ressaltam o fato de que as queimadas ainda não foram totalmente contidas, e que a temporada de incêndios ainda está longe de acabar.

Os efeitos da devastação incidirão primeiro sobre a indústria local. O preço de produtos frescos, como vegetais e frutas, deve subir. Além disso, os dados flagraram um prejuízo significativo para o setor turístico.

Os altos índices de poluição do ar, que afetam 30% da população australiana e fecharam estradas por todo o país, também devem impor consequências severas à indústria. Eles tendem a reduzir o rendimento das colheitas e a produtividade em geral, além de obrigar empresas a gastar mais com a saúde dos trabalhadores.

O custo das queimadas para as companhias de seguro será alto. De acordo com o Conselho de Seguros da Austrália (ICA), as seguradoras já receberam, ao todo, 5.850 pedidos relacionados aos incêndios desde o dia 8 de novembro, quando o instituto reconheceu formalmente a catástrofe. De acordo com o ICA, as companhias perderão cerca de 375 milhões de dólares australianos (em torno de R$ 1 bilhão).

Referência: O Globo