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Governança sugerida por Caixa minguou apetite da Francesa CNP

24 de janeiro 2020

Coluna do Broadcast

Magoada e decepcionada. Essas foram as palavras que a francesa CNP Assurances usou para resumir seu sentimento em relação às novas parcerias da Caixa Econômica Federal em seguros, segundo interlocutores próximos ao grupo.

Sócia do banco público nas duas últimas décadas, a seguradora não levou mais nenhum negócio da Caixa até agora, além das três parcerias que já tinha garantido nas áreas de previdência, prestamista (atrelado ao crédito) e seguro de vida.

Sem sex appeal. Pesou no apetite da francesa o modelo de governança sugerido pela Caixa nas joint ventures.

Não a impediu de fazer propostas pelos negócios oferecidos ao mercado. A matriz em Paris, porém, orientou cautela nas negociações.

Mudança. Além de 75% do resultado, a Caixa também determinou que indicaria o presidente, o diretor financeiro e comercial de cada sociedade.

O modelo é bem diferente do anterior, quando a Caixa não era representada na diretoria de sua própria seguradora. As exigências, contudo, diminuíram o apetite da CNP.

Mais do mesmo. A visão da CNP é de que o movimento da Caixa em seguros é uma ‘reestatização’ do negócio.

Já a Caixa vê no novo modelo uma gestão mais atual e compartilhada.

Procuradas, CNP e Caixa não se manifestaram.

Vale lembrar. A francesa comprou o controle da Caixa Seguradora das mãos da Funcef, dos funcionários da Caixa, em 2001. A CNP levou o negócio com uma oferta de R$ 1 bilhão por um prazo de 20 anos, que termina no ano que vem.

Referência: Estado de São Paulo