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Coronavírus pode impactar fornecimento do setor de saúde no Brasil

31 de janeiro 2020

Caso crise persista, há risco de contaminação de matéria prima 

Termômetro Os segmentos que possuem alguma dependência de insumos chineses no setor de saúde acenderam o sinal de alerta após a declaração da OMS de emergência internacional pelo coronavírus nesta quinta-feira (30). Além de uma pressão já perceptível sobre os preços de itens de consumo como luvas e máscaras, a indústria farmacêutica fala em preocupação com a capacidade de embarque e até em risco de contaminação de tipos específicos de matéria prima.

Maca A ordem ainda é evitar pânico, segundo Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma (entidade do setor) porque há segurança de estoques altos, mas é preciso estar atento a quanto tempo a crise vai durar. ”As luzes amarelas estão piscando, mas as empresas têm estoque. Não deve haver desabastecimento”, diz.

Temperatura Entre outros alvos de atenção, Mussolini cita preocupação com a contaminação de produtos biológicos importados da China.

Quem dá mais A quinta-feira começou em clima de leilão para alguns importadores de máscaras, segundo Ricardo Cabrera, diretor na Nacional Comercial Hospitalar, distribuidora de materiais hospitalares. Ele afirma ter recebido oferta de R$ 30 por uma máscara que costuma comprar por cerca de R$ 1,50.

Especulação Horas depois de recusar a compra, Cabrera diz que a mesma máscara voltou a ser oferecida por R$ 10. Bruno Boldrin, da Abraidi (entidade dos importadores), diz que iniciou um monitoramento entre seus associados para mensurar a escalada de preço.

Febre A startup Dr.Wilson, que atua com inteligência artificial e saúde, quer enviar 2 milhões de mensagens de SMS na América Latina com questionário sobre sintomas de doenças respiratórias para identificar eventuais focos de coronavírus. A empresa afirma  que vai compartilhar os resultados com o poder público.

Referência: Folha de São Paulo