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Antes de IRB, Anhanguera já foi alvo de gestora Squadra

04 de fevereiro 2020

Coluna Broadcast

A extensa carta com um total de 154 páginas da carioca Squadra, explicando sua posição vendida (aquela que ganha com a queda da ação) no ressegurador IRB Brasil Re, que já a fez perder R$ 357 milhões, não é novidade, ao menos para os cotistas da gestora. Em 2011, outro documento da asset gerou polêmica ao sugerir que algumas empresas efetuavam “práticas contábeis heterodoxas” de forma a inflar seus resultados.

Nesse caso, contudo, a Squadra não associou a “fraude” a nenhuma empresa de forma específica, mas rapidamente, no mercado, se concluiu que a Squadra se referia à Anhanguera Educacional, que depois foi adquirida pela Kroton, rebatizada mais recentemente de Cogna. Assim como a ação do IRB hoje, o papel da companhia também despencou na ocasião. Já em 2017, a gestora dedicou parte de um relatório à Kroton, mas explicou sua posição vendida na companhia, detalhando o porquê acreditava que os níveis de rentabilidade da empresa não eram sustentáveis.

Novo alvo. No caso do IRB, depois de perder cerca de R$ 357 milhões por conta da subida dos papéis do ressegurador na Bolsa, a Squadra publicou uma carta aos seus cotistas questionando os resultados da companhia. O documento fez o IRB defender seus balanços ao mercado, com base em pareceres obtidos junto a especialistas em contabilidade e seguros, mas, ainda assim, o colocou na liderança das maiores baixas no pregão de ontem, 03, com perdas de aproximadamente R$ 4 bilhões em valor de mercado, após uma queda de 9,06%.

Referência: Estado de São Paulo