Capitolio


Mandetta defende telemedicina para crise do coronavírus

19 de março 2020

Ministério da Saúde também estuda plataformas para que médicos de cidades menos populosas possam trocar experiências e informações com profissionais dos grandes centros

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta quarta-feira (18) que o governo implementará um serviço de telemonitoramento de sintomas do coronavírus, em nova ação para fazer frente à pandemia. Ele também defendeu o uso da telemedicina no combate ao vírus.

“Será uma maneira que a gente vem discutindo com nossos epidemiologistas e equipes, e deveremos ter uma ferramenta bem inovadora. Para que todo brasileiro possa receber a chamada e, ao digitar sinais e sintomas, a gente classificar o risco e mantê-lo sistematicamente monitorado”, declarou o ministro, em coletiva de imprensa ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo ele, a ferramenta deve ser apresentada até sexta-feira (20).

Além do monitoramento, Mandetta disse que o governo pretende regulamentar a telemedicina e a teleconsulta durante o período da epidemia.

“Vamos regulamentar a telemedicina, teleconsulta, para todo o território nacional para essa epidemia”, disse. O ministro não deu detalhes sobre que medidas seriam adotadas nesse sentido.

Hoje o ministério fornece informações sobre o Covid-19 pelo número 136, mas quem atende a chamada não é médico.

A ideia em estudo, disseram à Folha interlocutores, é criar um mecanismo para que um profissional de saúde possa dar as primeiras orientações de forma remota.

A medida deve auxiliar principalmente em locais remotos, que devem ser atingidos depois pelo vírus.

O ministério também estuda plataformas para que médicos de cidades menos populosas possam intercambiar experiências e informações com profissionais dos grandes centros, para aproveitar a experiência dos locais que devem ser atingidas primeiro pelo vírus.

Autor: Ricardo Della Coletta
Referência: Folha de São Paulo