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Coronavírus pode ter efeito ameno para seguradoras

14 de abril 2020

Coluna Broadcast

Ao contrário do que se vê na maioria dos setores econômicos, com reflexos negativos causados pelo coronavírus, o mercado de seguros deve ter um efeito ameno em seus negócios. Apesar de ruim para as vendas, medidas adotadas para conter a pandemia estão reduzindo a sinistralidade em vários segmentos, como no seguro saúde e automóvel, além de poder beneficiar companhias que atuam com seguros de vida e previdência privada. Isso significa, na prática, diminuir os custos das seguradoras, o que é positivo para os resultados. No seguro saúde, o número de procedimentos eletivos, como cirurgias e exames, diminuiu drasticamente. Apesar de os gastos com a covid-19 terem crescido, executivos não esperam, ao menos até agora, o mesmo custo. Também não é esperada uma corrida para realizar os procedimentos eletivos, passada a pandemia

Ruas vazias. Enquanto isso, as medidas de isolamento social colocaram todos dentro de suas casas e esvaziaram as ruas, o que, por sua vez, diminuiu o número de colisões de automóveis.

Destrava. No caso dos seguros de vida e planos de previdência, um efeito “positivo” é a liberação de parte de reservas das seguradoras, com a morte dos segurados, para fazer frente a indenizações futuras.

O destravamento pode ocorrer no caso dos contratos de renda vitalícia, ou seja, quando o segurado opta por pagamentos mensais até o fim da vida. Se não está prevista a transferência para o cônjuge, esses recursos ficam com as seguradoras.

Coberto. Por outro lado, um grupo de quase 30 companhias do setor já se antecipou e garantiu a cobertura a casos de coronavírus no seguro de vida, uma vez que pandemia é risco excluído das apólices.

Com a palavra. Em recente posicionamento, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, disse, que, do ponto de vista dos negócios, há “certa unanimidade” de que as consequências da pandemia deverão afetar severamente o setor.

Dentre os reflexos internos, citou aumento na frequência do setor de saúde e redução no número de beneficiários e maiores indenizações no seguro de vida.

Referência: Estado de São Paulo