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Hospitais já não conseguem contratar médicos, fisioterapeutas e enfermeiros para UTIs de Covid-19

22 de abril 2020

Apagão de profissionais dificulta preparo de leitos para pico da crise 

Hospitais públicos já enfrentam dificuldades para contratar profissionais de saúde para trabalhar em UTIs destinadas a pacientes com Covid-19. Faltam médicos, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem para a missão.

Vaga

A SPMD (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), organização social ligada à Unifesp (Universidade Federal de SP) que administra 16 hospitais em SP e gerencia 1.500 leitos de UTI no país, afirma que abriu 3.000 vagas para formar equipes. Do total, 600 ainda não foram preenchidas.

Vaga 2

“Houve forte ampliação de leitos no país e agora há problemas para encontrar profissionais”, diz o médico Nacime Salomão Mansur, superintendente da SPMD e vice-presidente do Instituto de Organizações Sociais de Saúde (Ibros).

Missão Especial

Segundo ele, já não é possível encontrar médicos intensivistas, “que têm formação robusta para trabalhar com pacientes complexos como os de Covid-19 em uma UTI”.

Especial 2

Transferir doutores de outros setores para as UTIs, por isso mesmo, não é algo trivial. “Não é qualquer médico que pode assumir a missão”, diz o superintendente da SPMD.

No Começo

Há dificuldade ainda para contratar técnicos de enfermagem. “Estamos fazendo processos seletivos, mas só 20% dos inscritos têm sido aprovados”, diz Nacime.

No Fim

Por fim, faltam fisioterapeutas respiratórios para integrar equipes de UTIs.

Quase Lá

“Não quero dizer que há um colapso, mas estamos próximos do limite”, diz o superintendente da SPMD.

Quase Lá 2

Já a questão de equipamentos como respiradores e insumos “começa a se normalizar”, diz Nacime. Uma máscara cirúrgica que custava 10 centavos chegou a ser vendida a R$ 5. E agora já pode ser comprada por R$ 1,16.

Autor: Monica Bergamo
Referência: Folha de São Paulo