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‘Atraímos nicho que outras seguradoras desprezam’

11 de maio 2020

Robson Tricarico, diretor comercial da Suhai Seguradora

Especializada em seguro para veículos acima de dez anos, a Suhai tem carteira com 300 mil clientes e oferece “seguros compactos”, só para roubo e furto, o que permite preço inferior ao de companhias que só oferecem cobertura total que inclui, por exemplo, perda parcial. Essa estratégia tem atraído entregadores e motoristas de serviços de aplicativos que tiveram demanda ampliada com a epidemia da covid-19.

Por que o foco em veículo mais velho? A principal empresa da nossa holding é líder em segurança pessoal.

Em virtude dessa expertise decidiu abrir uma seguradora voltada ao segmento de veículos com propósito de inverter índices como o de que 98% das motos circulam pelo País sem proteção, assim como 70% dos carros e 85% dos caminhões. Oferecemos um seguro compacto, com cobertura que inclui só furto e roubo.

Outras coberturas são opcionais.

Qual a vantagem desse seguro? Quando se tira, por exemplo, cobertura de perda parcial (para consertos) há redução do valor e camadas da sociedade conseguem proteger seus veículos por valor acessível.

Além disso o alto índice de recuperação também reduz os preços.

Como faz a seguradora tradicional? No fundo são empresas de estatística que medem o risco pelo perfil do cliente. Quanto maior o risco, maior o valor do seguro. Também temos estatísticas para compor o preço, mas como recuperamos mais do que outras companhias, nossa perda é menor e isso é repassado ao preço. Assim, conseguimos atrair clientes com perfis considerados de alto risco que muitas seguradoras não aceitam ou cobram preços abusivos.

A Suhai é única a atuar nesse nicho? Todas as seguradoras têm produto que cobre só furto e roubo, mas normalmente focam naqueles com cobertura total e atuam também com seguro de casas, vida, etc. Nós focamos em um único tipo de seguro e aceitamos qualquer veículo para qualquer perfil de utilização.

Como faz para obter alto índice de recuperação? Temos um centro de inteligência estratégico com mapeamento de dados da sinistralidade que facilita a recuperação.

Houve queda de vendas por causa do coronavírus? No início sim, mas temos conseguido êxito nas vendas para pessoas que trabalham na rua, como entregadores e motoristas de aplicativos que tiveram o trabalho aumentado e estão mais expostos a riscos.

Autor: Cleide Silva
Referência: Estado de São Paulo