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Lucas Vergilio: ‘Superintendente da Susep age de má fé’

12 de maio 2020

Para deputado, atitudes tomadas ‘podem deixar um cenário de terra arrasada no mercado de seguros quando ela deixar o cargo’.

O deputado Lucas Vergilio (SD-GO) diz, em nota da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor), que pretende investigar a fundo, exercendo o seu papel de parlamentar e, como tal, fiscal do Poder Executivo, as razões que levam a superintendente da Superintedência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, a adotar uma série de medidas que se refletem negativamente no mercado de seguros – afetando, principalmente, os corretores de seguros e, em consequência, os consumidores – sem dialogar com as instituições que representam o setor ou mesmo com o Congresso Nacional.

“Ela não conhece este mercado. Toma decisões por achismo, não ouve ninguém. Parece até que está a serviço de grupos ou a mando de quem a colocou na Susep, tudo é possível” criticou o deputado, ao participar ontem da “Live do CQCS”, acrescentando que Solange Vieira, após uma “passagem trágica” na Agência Nacional de Avião Civil (Anac) “desejou ser presidente ou diretora do BNDES, não conseguiu, mas ganhou a Susep como prêmio de consolação”.

Na nota, Lucas Vergilio diz que “lembrou que Solange Vieira tem afirmado, em diversas ocasiões, que o mercado de seguros é atrasado, pouco transparente, obsoleto e caro, apesar do setor vir crescendo exponencialmente há vários anos.

Segundo ele, “mais grave ainda é o fato de a superintendente da Susep manipular dados a seu bel-prazer” Ele citou, como exemplo, a divulgação pela autarquia de que a comissão média paga ao corretor pode chegar a 59%.

Outra questão abordada pelo deputado foi a requisição pela Susep de uma empresa do Banco do Brasil para auxiliar a corrigir problemas tecnológicos. Para Lucas Vergilio, essa decisão pode abrir os dados de corretoras e companhias de seguros privadas para uma estatal que tem participação em uma corretora e uma seguradora, sendo, portanto, ainda que indiretamente, concorrente das empresas supervisionadas pela autarquia.

Em sua visão, há motivos para suspeitas, até porque a própria superintendente da Susep já havia afirmado, em uma videoconferência, que tem o Banco do Brasil como principal interlocutor sobre temas relacionados ao mercado de seguro. “Será que o Banco do Brasil está pautando a Susep?” questionou.

Lucas Vergilio fez críticas também à decisão da Susep de permitir a contratação direta de resseguro por planos de saúde e entidades de previdência aberta. “Ela deveria saber que resseguro é o seguro do seguro. O conhecimento da atual superintendente da Susep sobre seguro é nulo. Estou pensando em sugerir à ENS que dê uma bolsa de estudo para o curso básico sobre seguros para que ela possa conhecer melhor o mercado”, afirmou.

Para o deputado, as atitudes e decisões tomadas por Solange Vieira podem deixar um cenário de terra arrasada no mercado de seguros quando ela deixar o cargo.

Referência: Monitor Mercantil