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Taxa de letalidade por coronavírus é de 0,5% em SP, diz inquérito da gestão Covas

24 de junho 2020

Região leste lidera taxa de prevalência da doença, com 12,5% de infectados, segundo estudo

A taxa de letalidade por coronavírus na cidade de São Paulo até o momento 0,5%, de acordo com inquérito sorológico feito pela gestão Bruno Covas (PSDB).

Conforme revelou a coluna Mônica Bergamo, 1,16 milhão de pessoas já podem ter sido infectadas pelo vírus durante a pandemia.

O inquérito é apresentado em momento em que a prefeitura tem promovido a reabertura de setores econômicos na cidade e que a situação mais grave já passou, embora especialistas alertem para o risco de haver novos picos. Até agora, o teste foi feito com por meio de sorteio 5.664 indivíduos, de modo a contemplar todas as regiões da cidade.

Levando em consideração a estimativa apresentada pela prefeitura, com base nos 6.422 óbitos até dia 21, o índice de mortalidade por 1.000 habitantes passa a 5. Sem o inquérito, esse dado seria de 26 por 1.000 habitantes, usando como base 246.892 casos suspeitos.

“O inquérito sorológico nos apresenta o real cenário de letalidade na cidade”, afirma o secretário da Saúde, Edson Aparecido. “É um dado de enorme importância para a montagem da estrutura de saúde, para os próximos passos de enfrentamento da pandemia na cidade de São Paulo”.

Os dados do inquérito sorológico levam em conta testes realizados em todas as regiões da cidade —até o momento, foram 5 mil exames. O inquérito completo prevê a realização de 45 mil testes.

O objetivo é descobrir é mapear não apenas os casos sintomáticos, mas também os assintomáticos, de pessoas que já têm anticorpos contra o coronvírus.

Segundo o inquérito, a estimativa é que 9,5% da população paulistana tenha anticorpos contra a doença.

A zona leste lidera o percentual, com 12,5%. Logo atrás, vêm as zonas centro/oeste (10,7%), norte (8,4%), sudeste (8,2%) e sul (7,5%).

“Com este intervalo de confiança entre 8% e 11,4%, nos dá confiança de 95% da confiabilidade deste inquérito sorológico e de 1.160.000 habitantes que tiveram contato e foram contaminados pelo vírus”, disse Aparecido.

O teste sorológico será feito em quatro etapas, nas áreas de 472 UBSs da cidade.

A gestão Covas também apresentou uma taxa de mortalidade proporcional, por 100 mil habitantes. Neste critério, os distritos com mais mortes (acima de 120 por 100 mil habitantes) são Iguatemi, Guaianases, Lajeado, Jardim Helena, Brasilândia, Cachoeirinha, Sé e Brás.

Em casos absolutos, lideram Sapopemba, com 256 mortes, e Brasilândia, com 251.

Autor: Artur Rodrigues
Referência: Folha de São Paulo