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Pandemia gera impactos diversos no seguro

21 de julho 2020

Análise mostra comportamento distinto dos seguros Rural, Viagem e dos Seguros e Planos de Saúde na crise da Covid-19
Análise da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), publicada na Conjuntura CNseg nº 24, aponta que são diversos os efeitos sobre o setor de seguros decorrentes do distanciamento social e das restrições colocadas pelas autoridades sanitárias impostas para reduzir o ritmo da pandemia do novo coronavírus. Um exemplo de resiliência é o seguro Rural, que registrou crescimento de 10,9% em maio sobre o mesmo mês do ano passado. Essa taxa tem acompanhado projeções mais otimistas para o crescimento do PIB da agroindústria em relação ao resto da economia, pois esse setor deve ser menos afetado pela pandemia.  No gráfico abaixo, é possível verificar que, enquanto o setor segurador (sem Saúde) registra queda expressiva, o seguro rural apresenta alta forte.

Por outro lado, um dos produtos que mais sofrem perdas, por natural, é o seguro Viagem. De acordo com a análise, isso é reflexo direto das retrações drásticas das viagens de turismo e negócios. O pouco interesse em relação ao produto pode ser comprovado por meio das buscas pelo termo na internet, medidas com a ferramenta Google Trends. No gráfico abaixo, é possível verificar a alta correlação entre as variáveis ‘Interesse Seguro Viagem’ e ‘Arrecadação do Seguro Viagem’. As perdas devem continuar, mas parece haver alguma recuperação na margem, o que está de acordo com a volta gradual de voos em diversos aeroportos no Brasil e no mundo, sinaliza a publicação.

Outro produto que tem registrado retração é o de Seguros e Planos de Saúde. Segundo a análise da CNseg, o saldo entre contratações e cancelamentos dos Planos de Saúde começa a ser negativo em abril e se aprofunda em maio, sendo influenciado pela queda da ocupação, que foi muito mais intensa do que indica o aumento menos expressivo da taxa de desemprego. Este último indicador subiu relativamente pouco, pois muitos trabalhadores que foram dispensados – em meio às restrições impostas pela quarentena – transitaram diretamente da ocupação para o desalento, não sendo contabilizados como desempregados nas estatísticas oficiais. Em março, provavelmente por conta do receio provocado pela Covid-19, as contratações de Planos de Saúde superaram os cancelamentos, mesmo com os dados do emprego já em deterioração.

Referência: CNseg