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Ribeirão Preto esvazia hospital para atender só casos do novo coronavírus

28 de julho 2020

Pacientes do Santa Lydia são transferidos para outras unidades; cidade ultrapassa 300 mortes

A escalada de casos e mortes provocadas pelo novo coronavírus em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) fez a prefeitura esvaziar um hospital municipal para que ele passe a atender apenas casos da Covid-19 a partir desta semana.

Ribeirão chegou na quarta-feira (22) a 304 mortes causadas pelo novo coronavírus, com 11.005 casos. Só nesta quarta, foram confirmados 373 novos casos, com 10 óbitos.

A prefeitura anunciou que o hospital Santa Lydia será destinado exclusivamente ao atendimento de vítimas da doença, com 40 leitos de enfermaria e 20 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), num mês em que a ocupação de leitos para tratamento de pacientes se aproximou de 100% no município.

“O hospital vai receber e atender pacientes, sejam eles com sintomas leves ou graves do novo coronavírus. Vamos tomar a medida para dar suporte às ações que estão sendo feitas durante a pandemia”, disse o prefeito de Ribeirão, Duarte Nogueira (PSDB).

De acordo com ele, a medida é tomada também pelo fato de a cidade precisar não só de leitos de UTI, mas também de enfermaria.

Nos dias 9 e 10, o índice de leitos de UTI para Covid-19 chegou a 99,4% na cidade. Nesta quarta, está em 89,05%. Há 374 pacientes internados na cidade em tratamento contra a doença, seja em UTI ou enfermaria.

No HC (Hospital das Clínicas), da USP (Universidade de São Paulo), 67 das 71 vagas de UTI para Covid-19 estavam ocupadas nesta quarta, o equivalente a 94,4% do total. Na enfermaria, só havia uma vaga disponível das 52 destinadas a pacientes da doença (ocupação de 98,1%).

FECHADO

Ribeirão Preto é a principal cidade de uma das cinco regiões de saúde do estado que estão na fase um (vermelha) do plano São Paulo, que controla a reabertura gradual das atividades conforme a incidência da doença.

As outras regiões são as de Franca, Araçatuba, Piracicaba e Campinas. Ribeirão Preto já está nessa situação, assim como 25 cidades de sua região, desde meados de junho.

Com isso, as atividades comerciais não essenciais devem permanecer fechadas, o que tem provocado protestos de comerciantes.

Referência: Folha On-line