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Anvisa diz não ter recebido pedido para pesquisa ou registro de vacina russa

12 de agosto 2020 Paulo Araripe Jr.

Rússia concede primeira aprovação regulatória do mundo para uma vacina contra a Covid-19

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta terça-feira (11) que ainda não foi procurada pelo laboratório russo que desenvolveu a vacina contra o novo coronavírus e que, portanto, não recebeu pedidos para autorização de pesquisa ou registro da vacina.

A Rússia anunciou nesta terça que concedeu a primeira aprovação regulatória do mundo para uma vacina contra a Covid-19, que foi chamada de Sputnik V para os mercados estrangeiros.

A aprovação foi dada pelo Ministério da Saúde do país à imunização produzida pelo Instituto Gamaleia de Moscou após menos de dois meses do início dos testes em humanos, segundo afirmou o presidente russo, Vladimir Putin.

Autoridades russas anunciaram que países latino-americanos começam a produzir a vacina em novembro. O estado do Paraná também anunciou acordo com a Rússia para a produção da vacina.

“Até o momento o laboratório russo responsável pelo desenvolvimento da vacina não apresentou nenhum pedido de autorização de protocolo de pesquisa ou de registro da vacina para a Anvisa”, afirmou a agência por meio de nota.

“A análise da Anvisa começa a partir da solicitação do laboratório farmacêutico.​ Desta forma, não é possível para a Agência fazer qualquer avaliação ou pronunciamento em relação a segurança e eficácia deste produto antes que tenha acesso a dados oficiais apresentados pelo laboratório.”

A agência também afirma que, desde o início da pandemia, tem dado prioridade para a avaliação de medicamentos de combate à Covid-19. As solicitações de autorização de estudo clínico, argumenta o órgão, tem sido avaliadas em um prazo de 72 horas.

A Anvisa também explica que os medicamentos ou vacinas passam por três etapas: desenvolvimento exploratório, pesquisa pré-clínica, pesquisa clínica (uso em humanos) e registro. Após o registro, a vacina é então monitorada no período pós-mercado.

Autor: Renato Machado
Referência: Folha de São Paulo