Capitolio


Implante contraceptivo pode ser disponibilizado por planos de saúde

13 de outubro 2020

Um novo método contraceptivo poderá entrar na relação de serviços que os planos de saúde devem oferecer aos beneficiários. A atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que é listagem mínima obrigatória de exames, consultas, cirurgias e demais procedimentos que os planos de saúde devem oferecer aos consumidores, está em curso. E, neste momento, a sociedade pode contribuir, enviando opiniões sobre a ampliação da cobertura de métodos anticoncepcionais pelos planos de saúde.

A consulta pública está disponível até o dia 21 de novembro para participação da sociedade no processo de tomada de decisão. As opiniões podem ser enviadas pelo site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A recomendação inicial do órgão que regula a atuação dos planos de saúde é pela não incorporação do implante subdérmico contraceptivo para mulheres em idade fértil, a partir dos 18 anos.

Entre as opções de contraceptivos reversíveis de longa ação disponíveis hoje – DIU de cobre e DIU Hormonal –, o implante subdérmico de etonogestrel é o método anticoncepcional mais eficaz. É um bastonete flexível de 4 cm de comprimento, inserido no braço da mulher, cujo hormônio é liberado gradualmente no organismo, com a função de inibir a ovulação e, assim, impedir a gravidez, por até 3 anos. Quando analisada a eficácia de cada método, os contraceptivos de longa ação (LARCs), como é o implante subdérmico, atingem as melhores taxas, por isso, são considerados mais efetivos. Também são recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a inclusão na lista básica de medicamentos ofertados pelos sistemas públicos de saúde.

Referência: Jornal A Tarde