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Fiocruz acredita em vacinação até o fim do 1º trimestre

03 de novembro 2020

Presidente da fundação prevê produção em janeiro ou fevereiro; Reino Unido iniciou uma revisão acelerada

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, afirmou ontem acreditar que a vacinação contra a covid-19 começará até o fim do primeiro trimestre de 2021. A expectativa, segundo ela, é de que a instituição dê início à produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica Astrazeneca em janeiro ou fevereiro.

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai acompanhar todo o processo, destacou Nísia. Ela participou ontem de uma missa conduzida pelo cardealarcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, no Cemitério da Penitência, no Caju, zona norte do Rio. A cerimônia, realizada no Dia de Finados, homenageou os cientistas que estão trabalhando para encontrar a cura da covid-19.

O acordo de cooperação com a Universidade de Oxford e a Astrazeneca foi anunciado pelo governo brasileiro no fim de julho. O imunizante será fabricado pela Fiocruz, que estima entregar 265 milhões de doses à população brasileira. Na época, a previsão do Ministério de Saúde era de iniciar a vacinação em dezembro.

Na semana passada, a Fiocruz divulgou seu contrato da vacina. O acordo prevê que não haverá margem de lucro na aquisição dos produtos necessários para a produção do imunizante até 1.º de julho de 2021, quando expira o contrato.

Revisão. A farmacêutica Astrazeneca informou anteontem que a Agência Regulatória de Produtos de Saúde e Medicamentos (MHRA, no original em inglês) do Reino Unido iniciou uma revisão acelerada da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa em parceria com a Universidade de Oxford.

Nessa revisão, os reguladores são capazes de ver os dados clínicos em tempo real e dialogar com os fabricantes sobre os processos de fabricação e testes para acelerar o processo de aprovação. O objetivo é acelerar as avaliações de remédios ou vacinas promissores durante uma emergência de saúde.

Na semana passada, a farmacêutica afirmou que sua vacina produz resposta imunológica similar em adultos mais velhos e mais jovens e tem reação adversa menor em idosos.

Referência: Estado de São Paulo