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Desafios a vencer para reduzir custos (Especial – Summit Saúde Brasil 2020)

09 de novembro 2020

Mudança

As regras atuais já preveem que as operadoras ganhem produtividade, para não repassar todos os custos aos segurados, segundo José Cechin, superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar.

Mas o caminho é difícil pois há diversas questões estruturais.

O envelhecimento populacional, a atual restrição orçamentária e o avanço da tecnologia médica são apontados por Tatiana Aranovich, assessora da diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), como fatores que pressionam os preços para cima.

São situações vividas não só no Brasil, mas no mundo todo.

“Nossa busca é por um modelo sustentável, porque reajuste acima da inflação ano após ano se torna insustentável”, afirma.

A resposta, contudo, pode vir da própria tecnologia. Por muito tempo, a incorporação de tecnologia aumentava os preços da saúde, mas a incorporação dela para a telemedicina deve começar a baratear o cuidado aos pacientes. “A telessaúde é instrumento importante de prevenção e cuidado continuado. Muitas questões podem ser resolvidas a distância, fora do ambiente hospitalar, que é caro e perigoso”, afirma Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde, federação que reúne 16 dos maiores planos e seguros saúde do País.

Outra saída também praticada na pandemia é a parceria entre companhias contratantes e operadoras. “As empresas relatam uma aproximação e transparência que não havia antes.

Todos se uniram em um projeto comum, unindo promoção da saúde, prevenção e tratamento”, diz Georgia Antony, representante da CNI/SESI. Com bons resultados, ela espera que o novo conceito se mantenha.

Referência: Estado de São Paulo