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Anahp apoia nova frente parlamentar de telessaúde

25 de novembro 2020

Lançamento oficial será amanhã (26), às 9h, em cerimônia virtual na Câmara dos Deputados

Com a pandemia de Covid-19 e o isolamento social, a telessaúde, que já era um pleito antigo do setor, superou as adversidades e se estabeleceu no Brasil. Junto com a nova modalidade, veio a necessidade de debater a implementação efetiva em todo o território brasileiro e de discutir outros temas relacionados às tecnologias e inovações na saúde. Assim, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) passa a apoiar a nova Frente Parlamentar Mista da Telessaúde, que será lançada oficialmente amanhã (26), às 9h, em cerimônia virtual na Câmara dos Deputados.

“A telessaúde foi uma aliada fundamental neste momento de pandemia. Mesmo sem uma regulamentação adequada, o setor se mobilizou, se adaptou e foi capaz de oferecer os serviços e de dar continuidade ao atendimento à população. Esse é um caminho sem volta e é uma evolução que precisa acontecer”, defende Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da Anahp.

Para a presidente da Frente da Telessaúde, deputada federal Adriana Ventura, a tecnologia vai melhorar e ampliar o acesso da população à saúde. “O uso da telessaúde tem o poder de garantir que muitas pessoas continuem tendo o atendimento médico, à distância, e aquelas que não têm nenhuma assistência passe a ter, democratizando o acesso à saúde”, argumenta.

O apoio à Frente Parlamentar Mista da Telessaúde soma-se a outras iniciativas da Anahp de valorização ao atendimento à distância. A entidade instituiu um Grupo de Trabalho (GT) de Telemedicina para promover a interação de seus associados a respeito de melhores práticas, desafios e perspectivas da modalidade.

“Em comparação com outros países que já praticam telessaúde há anos, como os Estados Unidos, o Brasil está muito atrasado, mas a autorização para o exercício da telemedicina foi um passo muito importante para o setor. Agora, a expectativa é que o atendimento remoto seja regulamentado e que haja um investimento maior em tecnologia”, conta Eduardo Cordioli, coordenador do Grupo de Trabalho de Telemedicina da Anahp.

Pelo importante papel que desempenhou no cuidado com o paciente e para as instituições de saúde, a telemedicina também foi tema de uma pesquisa de opinião realizada com os dirigentes de hospitais associados. Na 3ª edição da Nota Técnica – Observatório Anahp, a entidade apurou como os executivos adaptaram os negócios para enfrentar a pandemia de Covid-19 e as expectativas para o fechamento de 2020.

A maioria dos entrevistados (75%) revelou fazer uso de práticas da telemedicina ou telessaúde e quase 70% dos dirigentes afirmaram que a tecnologia tem ajudado o hospital a sair da crise causada pela pandemia. Os executivos indicaram ainda que, no último trimestre (abril-junho/2020), os serviços de telemedicina já representaram, em média, 5,8% das receitas ambulatoriais do hospital, e preveem que esse número deve subir para 8,8%, no segundo semestre do ano. Para 90% dos dirigentes, entre os meses de julho a dezembro, as consultas à distância deverão representar até 25% do total de consultas ambulatoriais.

O tema também foi discutido em diversas palestras do Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp). Na plenária “Preservando a relação médico-paciente na era das tecnologias disruptivas em saúde”, que contou com a participação de Cordioli, o coordenador do GT de Telemedicina da Anahp destacou a importância de ampliar a utilização das plataformas de atendimento à distância, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS). “Vivemos em um país com dimensão continental. Sem saúde digital não vamos conseguir chegar a todos os lugares”.

Para Cordioli, o atendimento aos pacientes não se tornará apenas online. “O futuro é híbrido, terá uma parte digital e uma parte presencial. Abrir uma porta digital do consultório não significa fechar a física, é um ‘endereço’ a mais. Um bom profissional sabe quando consegue conduzir de forma digital e quando deve trazer para o presencial, garantindo a continuidade do tratamento”.

Referência: ANAHP