Capitolio


Hospital da Rússia diz que começou a vacinar população local contra Covid-19

01 de dezembro 2020

Governo anunciou nesta segunda-feira que entregou primeiro lote para uso civil na semana passada

A Rússia anunciou nesta segunda (30) que entregou o primeiro lote das vacinas Sputnik V para uso civil a um hospital a 35 km ao sul de Moscou. A instituição afirma ter começado a vacinar a população local na semana passada.

O Hospital Central da cidade de Domodedovo diz em seu site que os residentes que queiram receber a imunização precisam se registrar em um site do governo com antecedência e levar um teste negativo de Covid-19 e documento de identificação no dia.

A vacina é desenvolvida pelo Instituto Gamaleya e pelo Fundo Russo de Investimento Direto. Eles anunciaram no último dia 24 de novembro que um segundo estudo preliminar com voluntários da fase 3 dos testes do imunizante contra a Covid-19 mostrou uma eficácia de 91,4%.A expectativa dos russos é que ela atinja 95% e custe, ao fim, metade do preço de suas competidoras.

Por não apresentar muitos detalhes sobre a vacina e por oferecê-la à população antes da conclusão dos estudos, a Rússia é contestada pela comunidade científica e cobrada pela falta de transparência.

No Brasil, há uma parceria com a União Química para produzir a vacina no país, ainda sem detalhes. O governo da Bahia fechou a compra de 50 milhões de doses da Sputnik V, e o governo do Paraná também pretende produzir a vacina. O Fundo Russo de Investimento Direto diz esperar produzir até 1,2 bilhão de doses, 230 milhões delas para a América Latina

A Sputnik V foi vista inicialmente como um grande golpe publicitário do governo de Vladimir Putin, devido ao anúncio de que ela havia sido a primeira a ser registrada no mundo, ainda em agosto. Até seu nome remonta ao sucesso do primeiro satélite artificial, lançado pelos soviéticos em 1957 para assombro do mundo.

Na realidade, tratava-se de uma autorização emergencial para uso na população civil, mas não havia a vacinação em massa sugerida pelo anúncio, e sim a fase 3, a final, além da imunização emergencial de profissionais da saúde.

O país vive um aumento de casos de coronavírus desde setembro, mas as autoridades têm resistido a impor um “lockdown” e disseram que medidas específicas são suficientes para lidar com a crise.

Mais de 26 mil novos casos foram registrados na segunda-feira, 6.511 deles em Moscou e 3.691 em São Petersburgo. No total, são mais de 2,2 milhões de casos desde o início da pandemia.​ Também foram registradas 368 mortes nas últimas 24 horas. O total é de 39.895 óbitos.

Referência: Folha de São Paulo