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Grupo é investigado por destruir lancha e três BMWs para receber seguro

15 de dezembro 2020

Segundo investigações, a quadrilha forjava acidentes e recebia os valores das seguradoras dos veículos. Uma lancha de R$750 mil foi incendiada em 2019

Nesta terça-feira (15/12), agentes da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos da Polícia Civil do Distrito Federal investiga um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes em seguradoras de lanchas e carros de luxo. De acordo com as investigações, a quadrilha forjava acidentes e recebia os valores das seguradoras.

A operação Navio Fantasma cumpriu 12 mandados de busca e apreensão no Lago Sul, na Asa Norte, em Vicente Pires, Taguatinga, Guará, Águas Claras e Núcleo Bandeirante. Segundo a Coordenação de Repressão a Crimes Patrimoniais (Corpatri), os criminosos agiram nos últimos dois anos e forjaram dezenas de acidentes envolvendo BMW, Porsche, entre outros veículos luxuosos.

No total, foram destruídos 10 veículos, dois em cada acidentes. Em um dos golpes, uma lancha de 50 pés avaliada em R$ 750 mil foi destruída. Os acidentes forjados ocorreram, principalmente, no Setor de Clubes Esportivos Sul e na rodovia DF-140, proximidades do Complexo da Papuda, sempre durante a madrugada.

Como agiam

O grupo adquiria veículos importados de difícil comercialização e contratava seguros novos, com valor de indenização correspondente à Tabela Fipe. Depois, forjavam uma colisão causando perda total dos  veículos.

Assim, o condutor que contratou o seguro, integrante da quadrilha, assumia a culpa pela colisão, para viabilizar o pagamento dos danos do outro veículo envolvido no acidente. Para dificultar a investigação, os registros dos acidentes eram feitos na Delegacia Eletrônica e os criminosos se revezavam na condição de condutor, segurado (contratante), terceiro envolvido e recebedor da indenização.

A quadrilha também criou cinco empresas de fachada, em nome das quais eram registrados os veículos. Entre os veículos destruídos estão três BMW´s, um Porsche e um Chrysler. Estima-se que, nos últimos dois anos, o grupo tenha faturado a quantia aproximada de R$ 2 milhões com as fraudes.

Referência: Correio Braziliense