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Vão Vender?

12 de fevereiro 2021

Coluna Broadcast 

Poucos dias depois da Litela, holding que concentra participação de fundos de previdência de estatais na Vale, distribuir grande parte das ações que carregava para seus donos, a grande roda de aposta do mercado é sobre quando as fundações farão suas vendas.

A Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) tem 80% da Litela e a Funcef (dos empregados da Caixa Econômica Federal) e o Petros (dos funcionários da Petrobrás) dividem o restante.

Boa hora. O consenso é de que Petros e Funcef sejam os primeiros e aproveitem para fazer caixa, já que ambos precisam. Já para a Previ, o maior fundo de pensão do País, a previsão do mercado é de uma venda mais lenta. O momento, de qualquer forma, é oportuno. O preço do minério de ferro, produto carro-chefe da mineradora, segue firme no pico, acima de US$ 16.

Tem explicação. Além do motivo óbvio do fim do acordo de acionistas da Vale, encerrado em novembro, a distribuição das ações da holding aos fundos tem uma lógica matemática. Ou melhor: tributária. Se as fundações fizerem a venda das ações de forma direta não haverá a cobrança sobre ganho sobre capital, por terem isenção. Assim, não seria tributariamente eficiente que a venda fosse feita pela holding, que pagaria 15% sobre o ganho.

Na mão. No começo da semana, a Litela anunciou que distribuiu 504.801.150 ações da Vale. Desse volume, 406.981.677 foram para as mãos da Previ. A Litela ainda é acionista da Vale com participação remanescente de 0,29%. Com a mudança de bolso, a Previ para a ser detentora direta de 10,2% de participação na mineradora. Procurados, os fundos de pensão não comentaram.

Referência: Estado de São Paulo