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Ocupação de UTI privada chega a 95% em SP

25 de fevereiro 2021

Curva de alta nas internações preocupa hospitais, que vivem expectativa de casos oriundos do Carnaval

No momento em que o Brasil atinge 250 mil mortes por covid-19, a taxa de ocupação de leitos e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para casos do novo coronavírus em hospitais privados de São Paulo varia de 80% e 95%. O que vem chamando atenção no volume de internações é a curva de alta ou, na melhor das situações, uma estabilidade num patamar considerado elevado. “Há uma preocupação em relação às próximas semanas em função das aglomerações no Carnaval”, disse Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein.

No Einstein, o número de pacientes na UTI aumentou 17%, entre os dias 17 e 24 deste mês, ou seja, na semana seguinte ao feriado do Carnaval. Em outra grande rede hospitalar, foi registrado um crescimento de 20% nos últimos dez dias. “Não estamos no pico da primeira onda, mas falta entre 15% e 20% para atingirmos. Mas esse crescimento recente é preocupante”, disse um executivo do setor.

No Hospital Alemão Oswaldo Cruz e na Beneficência Portuguesa, as taxas de ocupação na UTI são de 92% e 95,7%, respectivamente. Apesar dos percentuais altos, os hospitais destacam que têm condições de transferir leitos, que hoje estão destinados a outros atendimentos, a pacientes com ou suspeita de covid-19, caso haja necessidade. Mas hoje o patamar de internações gerais (incluindo todas as enfermidades) já é elevado em muitos hospitais. No Albert Einstein, a ocupação total de leitos é de 90%. Na unidade paulista do Sírio-Libanês, 95% das unidades de internação estão ocupadas. Já na unidade de Brasília do Sírio, esse percentual é de 72%. Ambos, os hospitais têm leitos ainda não operacionais que podem ser abertos.

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Autor: Beth Koike
Referência: Valor Econômico