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Campanha ‘Fica, Brandão’ cresce no BB e no governo

09 de março 2021

Coluna Broadcast

Enquanto o nome do presidente da Caixa Seguridade, Eduardo Dacache, espera que o Palácio do Planalto bata o martelo para que o executivo assuma o comando do Banco do Brasil, cresce nos bastidores uma campanha para manter André Brandão na presidência da instituição. Os esforços foram retomados na sexta-feira e intensificados no fim de semana. Dentre os apoiadores, estariam o ministro da Economia, Paulo Guedes, funcionários do BB (incluindo vice-presidentes), além do próprio conselho de administração do banco. Como em toda troca de comando em empresa pública, há uma disputa política envolvida. O nome de Dacache seria visto com restrições no BB, por ele ser próximo de Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal.

Pavio. Guimarães teria acendido o estopim da crise do Planalto com Brandão, ao manifestar a intenção de abrir 400 agências da Caixa, logo após o BB anunciar o plano de fechar 112. Além disso, as aberturas da Caixa seriam voltadas ao agronegócio, setor dominado pelo BB.

No front. A campanha para manter Brandão no cargo é amparada pela sensação, crescente no governo, de que o trabalho de Rubem Novaes, o antecessor de Brandão, começa a dar resultado agora. Portanto, não seria o momento da nova mexida. A batalha acontece em duas frentes: demover Bolsonaro da demissão e convencer Brandão a ficar.

Da casa. Corre por fora uma solução de continuidade, com a possibilidade de um dos vice-presidentes assumir a instituição. Entre eles Mauro Ribeiro Neto, vice-presidente corporativo, e Carlos Motta, vice-presidente de varejo. Procurado, o Banco do Brasil disse que a escolha do presidente da instituição cabe ao controlador, a União. A Caixa não respondeu.

Referência: Estado de São Paulo