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País tem o 4º ministro da Saúde na pandemia

16 de março 2021

Com o país se aproximando das 300 mil mortes pela Covid-19, em cenário de agravamento da pandemia em quase todos os estados, o presidente Jair Bolsonaro anunciou ontem a terceira troca de comando no Ministério da Saúde desde o início da crise sanitária.

A mudança vinha sendo cobrada por aliados desde o fim do ano passado, por conta dos sucessivos recordes de óbitos e o ritmo lento da vacinação. O escolhido para substituir o general Eduardo Pazuello é o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga.

Nas últimas semanas, Bolsonaro vem mudando de tom sobre a vacinação, identificada pelo Palácio do Planalto como um forte anseio nas redes sociais.

A escolha do novo ministro envolveu a busca de alguém que não contrariasse o discurso de que as medidas restritivas adotadas por prefeitos e governadores provocam desemprego, mas desse ênfase à vacinação. Próximo da família Bolsonaro, Queiroga foi indicado pelo presidente para a diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no ano passado, mas não assumiu o cargo porque não foi feita a sabatina no Senado. O cardiologista já defendeu o isolamento social, em entrevista à Globo News em 2020.

Ao GLOBO, ele disse anteontem que a imunização é o maior desafio da Saúde. “Temos que vacinar nossa população, é a esperança para reduzir o impacto da pandemia”, afirmou. Ao anunciar o nome de Queiroga na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que, por ser médico, ele é “muito mais entendido” na área da Saúde do que o antecessor, mas ressaltou a continuidade: “Tem tudo, no meu entender, para fazer um bom trabalho, dando prosseguimento em tudo o que Pazuello fez até hoje”. O primeiro ministro da Saúde da atual gestão foi Luiz Henrique Mandetta, ortopedista; o segundo, o oncologista Nelson Teich, durou um mês.

Referência: O Globo