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Apólices ficam mais baratas e ganham prazos ampliados

25 de março 2021

Redução de 12% no custo dos sinistros em 2020 contribuiu para manter a rentabilidade do setor

Os primeiros meses da pandemia da covid-19, marcados pelo necessário isolamento social e forte adesão de empresas de todos os segmentos ao home-office, alteraram a renda da população e o comportamento do cliente de seguros.

As seguradoras reagiram com mudanças que vieram para ficar. O segmento ficou mais digital e com uma gama mais versátil de apólices. Entre as novidades que se espalharam e serão incorporadas ao portfólio estão produtos com foco nos clientes que usarão o carro menos vezes e naqueles de menor renda. Para esses, a ideia é que as novas apólices atuem como modelos de “inclusão securitária”, abrangendo parte dos 70% da frota nacional que circula sem seguro.

O ramo de automóveis fechou 2020 com receitas totais de R$ 35,3 bilhões, queda de 2,1% em relação a 2019, e redução de 12% no custo dos sinistros, o que ajudou na rentabilidade do setor. Para 2021, as primeiras previsões foram desenhadas no último trimestre de 2020, quando o mercado reagiu e os prêmios cresceram 3,6% na comparação com 2019. O recrudescimento da pandemia neste ano, contudo, trouxe a incerteza de volta ao mercado, junto com o aumento do dólar e de problemas de fornecimento de peças de reposição, que afetam tanto a produção de veículos novos como o custo dos serviços de reparo.

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Autor: Denise Neumann
Referência: Valor Econômico