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Celular e acidentes pessoais são nichos disputados por startups

25 de março 2021

Empresas escolhidas pela Susep vão testar modelo de negócio por três anos

Em outubro do ano passado, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou as 11 empresas para o “sandbox”. O intuito do modelo – que em tradução literal significa “caixa de areia” – é permitir que as startups testem, num ambiente experimental com menor custo regulatório, novos produtos e formas de contratação, cancelamento e recebimento das indenizações.

Desde que anunciou a lista dos projetos, a Susep vem aprovando as novas seguradoras digitais. Até agora, foram autorizadas a operar as empresas Coover, Emotion, Flix, IZA, Pier, Simple2u (criada pela MAG Seguros, antiga Mongeral Aegon), Stone e Thinkseg. A Komus desistiu do processo. As insurtechs Split Risk e 88i ainda aguardam o aval do regulador. Conforme as regras definidas pela Susep, as companhias poderão atuar por até três anos dentro do “sandbox”.

Pioneira no seguro auto com apólice “liga-desliga”, a Thinkseg vinha se preparando nos últimos anos para ser uma seguradora digital, explica André Gregori, fundador e CEO da insurtech. “A gente vem tentando catequizar o mercado desde o início. E provocamos o regulador a apoiar a inovação. Era uma coisa natural participar do sandbox. Temos cabeça de seguradora, sistema de seguradora.”

Isso não significa deixar de lado as atuais parcerias, diz Gregori, como a feita com a Generali, para o seguro de automóvel “pay per use”. A startup vem trabalhando em um modelo de assinatura, que incluirá seguro auto, residencial, mobilidade (bicicletas, por exemplo) e outros produtos. “Nosso conceito é uma assinatura com importância segurada única, que engloba várias coberturas.” A insurtech está em busca de investidores para acelerar o crescimento.

Autor: Danylo Martins
Referência: Valor Econômico