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Dona da Amil ainda tenta encontrar fórmula no País

26 de março 2021

Coluna Broadcast

A gestora de planos de saúde norte-americana UnitedHealth tem dito que está dobrando as apostas no Brasil, ao contrário de informações dando conta de sua saída do País. Dona da Amil desde 2012, a empresa trocou de gestão no fim do ano passado e se debruça em reestruturar a operação. A desistência da venda de sua carteira de planos individuais, que trazia grandes perdas, foi apontada como um sinal de que, em vez de abandonar o País, os norte-americanos estão investindo na operação. A UnitedHealth diz, inclusive, que deve acompanhar o movimento de consolidação do segmento de saúde. Entre as frentes de eventual interesse estariam odontologia, oftalmologia e o segmento mais popular de atendimento médicos, na linha do Dr. Consulta, que está sob seu guarda-chuva.

» Será? Empresas do mercado de fusões e aquisições olham, entretanto, com ceticismo para o negócio da UnitedHealth. Para eles, a nova administração da não tem exatamente uma estratégia definida e a desistência de venda dos planos individuais teria se dado, na verdade, por falta de comprador.

Só pagando. Concorrentes que olharam o negócio teriam pedido à UnitedHealth cerca de R$ 2 bilhões para que ficassem com o negócio de planos individuais. A Prevent Senior é uma das que chegou a estudar o ativo e desistiu. Os norte-americanos também aceitariam uma proposta factível pela área.

» Stop loss. A UnitedHealth pagou mais de R$ 10 bilhões ao fundador da Amil, Edson Bueno, em 2012, quando o dólar estava em R$ 1,80. Atualmente, o dólar está perto de R$ 6, o que resultaria em perda forte do investimento.

» Devolução. A UnitedHealth teria ainda conversado com a Dasa Diagnóstico, de Pedro Bueno, filho do fundador da Amil, para vender de volta a operação. A teoria seria que a Dasa gastaria parte do que vai captar em Bolsa, na eventual compra.

» Troca com troco. Com a oferta anunciada esta semana, os papéis da Dasa voltam a ter liquidez. Isso permitiria que oferecesse à UnitedHealth ações como pagamento e tornasse a norte-americana acionista em uma nova empresa.

» Passo grande. Embora a engenharia pareça interessante, o movimento é visto como duvidoso. A prioridade da Dasa é adquirir hospitais.

» Nada a declarar. Procurada, a Dasa não comentou. O UnitedHealth Brasil disse que não fala sobre rumores de mercado ou especulações e que ‘reafirma o seu compromisso com a saúde no Brasil”.

Referência: Estado de São Paulo