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Com fim de fiscalização da Susep, IRB fala em novo ciclo

08 de abril 2021

Enquadramento às normas exigiu R$ 4,8 bi de capital novo

O fim da fiscalização especial da Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre o IRB Brasil Re representa o início de um novo ciclo para a companhia, afirmou o CEO interino do ressegurador, Wilson Toneto, em entrevista ao Valor.

Desde maio do ano passado, o regulador mantinha o IRB sob escrutínio devido a insuficiência de provisões técnicas, ou seja, os recursos necessários como garantia de cobertura de obrigações.

Na terça-feira, o conselho diretor da Susep decidiu retirar o IRB da fiscalização. Em 18 de fevereiro, o ressegurador havia informado que, com base nas demonstrações financeiras do quarto trimestre, havia atingido o enquadramento regulatório referente aos índices de liquidez e cobertura de provisões.

Ontem o IRB informou ao mercado o fim oficial da fiscalização. Há pouco menos de um ano, a notícia havia adicionado mais incertezas sobre a situação da companhia, que havia acabado de renovar toda a diretoria na esteira do escândalo desencadeado pela gestora Squadra que questionou as práticas contábeis do grupo.

“O fim da fiscalização especial da Susep é um marco para nós”, afirma Toneto. O CEO interino lembra que todo o processo de enquadramento, que durou 11 meses e exigiu um levantamento de R$ 4,8 bilhões em recursos novos entre julho e dezembro de 2020, ocorreu ao mesmo tempo que a nova administração conduzia investigação sobre as práticas da antiga gestão, refazia as demonstrações de anos anteriores e realizava um processo de revisão de contratos e renegociações, além de manter a própria continuidade operacional do IRB.

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Autor: Sérgio Tauhata
Referência: Valor Econômico