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Com ‘home office’, gasto com convênio médico cai

23 de abril 2021

Número de usuários atinge 48 milhões, maior volume desde 2016

As empresas de setores que adotaram o “home office” no ano passado tiveram menos gastos com planos de saúde quando comparadas às companhias que precisaram continuar suas atividades presencialmente, uma vez que seus funcionários ficaram menos expostos aos riscos da covid-19.

Entre aquelas que não puderam interromper o trabalho presencial, houve um aumento de 15% em internações de casos complexos, sendo que deste volume cerca de 80% estão relacionados à covid-19. Os dados são da consultoria Mercer Marsh, que analisou 700 empresas, que juntas possuem 2 milhões de usuários de planos de saúde.

No mercado financeiro, em que a maioria dos funcionários migrou para o teletrabalho, houve uma queda de 17% na inflação médica (indicador que mede custo e a frequência de uso do plano de saúde). Nas empresas de bens de consumo não duráveis, a redução foi de 12% mesmo com o pessoal das fábricas trabalhando normalmente nesta pandemia. Isso é explicado em parte porque a área administrativa dessas companhias foi para o “home office” e várias empresas desse setor oferecem transporte fretado para a equipe da fábrica.

“Além disso, vale destacar que, no ano passado, muitas pessoas deixaram de ir ao pronto-socorro, realizar consultas e exames com medo de contaminação, o que reduziu drasticamente os gastos de saúde”, disse Antoniettta Medeiros, diretora de gestão de saúde e qualidade de vida da Mercer Marsh Benefícios.

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Autor: Beth Koike
Referência: Valor Econômico