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Com home office, seguro residencial tem aumento na procura

30 de abril 2021

Com a casa sobrecarregada de novas funções, a busca pelo seguro residencial cresceu na pandemia. Em 2020, a arrecadação dessa modalidade subiu 6,1% em comparação ao ano anterior, segundo a FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais).

“Passamos a usar mais toda a estrutura do lar e, com isso, a percepção de importância do seguro aumentou”, diz Jarbas Medeiros, presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da entidade.

Hoje, cerca de 14% dos domicílios brasileiros estão segurados. São Paulo é o estado com maior demanda, com 38,6% do faturamento do mercado. “A penetração desse seguro é ainda baixíssima, portanto o espaço a ser preenchido é gigante”, afirma Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP (sindicato dos corretores de seguros).

Na quarentena, muitos consumidores perceberam o bom custo-benefício do serviço, diz ele, mas o desconhecimento ainda é grande. “Imagina-se que, se o seguro de um carro de R$ 100 mil custa R$ 2.000, o de uma casa de R$ 1 milhão será mais caro. Mas o risco em uma residência é muito menor.”

O preço médio do seguro residencial, segundo Camillo, fica entre R$ 500 e R$ 600 ao ano. Mas esse valor pode variar conforme o tipo de imóvel, padrão de construção, localização, quantidade de coberturas contratadas e seus limites, além dos planos de assistência técnica.

Na Porto Seguro, eleita pela terceira vez consecutiva a melhor empresa de seguro residencial pelos paulistanos, a demanda por serviços de assistência aumentou em torno de 12% durante a pandemia. “Com as pessoas em home office, a casa não pode parar de funcionar”, diz Marcel Tornero, gerente de ramos elementares da seguradora.

Houve um crescimento ainda maior, na casa dos 15%, nos atendimentos remotos oferecidos pela companhia, como consulta veterinária por telefone e orientação para resolver problemas técnicos no computador.

Além de investir no digital, a Porto Seguro criou no último ano novas coberturas adequadas ao contexto pandêmico. Uma delas protege negócios operados de casa e outra, pequenas obras e reformas.

Autor: Carolina Muniz
Referência: Folha de São Paulo