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Instabilidade, testes PCR e telemedicina marcam o ano dos planos de saúde

30 de abril 2021

Entre fevereiro e junho de 2020, 297 mil pessoas deixaram de contar com a cobertura de planos de saúde, por causa de demissões, interrupção de atividades e perda de renda, afirma José Cechin, superintendente-executivo do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar).

No segundo semestre, a tendência se reverteu. “A queda do número de beneficiários foi reconquistada entre julho e setembro. Já o desempenho do último trimestre foi o responsável pelo avanço em 2020”, diz Cechin.

Foram mais de de 389 mil novos usuários, aumento de 1,4% no ano. Ao todo, o setor encerrou 2020 com mais de 47,6 milhões de beneficiários.

A Amil, melhor plano de saúde na pesquisa Datafolha, também teve uma perda no primeiro semestre do ano passado, mas registrou, no segundo, 200 mil novos beneficiários. Assim, encerrou 2020 com mais de 3,4 milhões de planos médicos e 2,2 milhões de planos odontológicos.

A empresa passou a oferecer opções mais acessíveis, como o Amil Fácil S40, com cobertura regional em São Paulo, Guarulhos e Rio, a partir de R$ 54,01 por mês. O plano inclui telessaúde e cobertura de hospitais da rede própria, além de urgência e emergência nacional.

“O mercado de planos de saúde é diretamente impactado por indicadores econômicos e níveis de emprego, visto que a maioria das operadoras são focadas na venda de planos coletivos empresariais. A retenção de clientes e a oferta de produtos mais acessíveis estão sendo os caminhos para contornar a previsão de índices de empregabilidade pouco favoráveis”, diz o diretor-executivo da Amil, Edvaldo Vieira.

Outro desafio de 2020 foi a realização de testes de Covid-19. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, 69% do total de reclamações envolvendo a doença, em dezembro, se referiam a dificuldades com exames e tratamento.

Segundo Vieira, o UnitedHealth Group Brasil, do qual a Amil faz parte, inaugurou em maio um laboratório de biologia molecular, em São Paulo, para agilizar o diagnóstico dos pacientes com suspeita de Covid. Desde março de 2020, a empresa fez mais de 184 mil exames PCR.

Mudanças envolvendo telessaúde também marcaram o ano, diz Vieira: foram realizados mais de 1 milhão de atendimentos nesse modelo.

Autor: Amarilis Lage
Referência: Folha de São Paulo