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27 de maio 2021

Governança da Previ é sólida e não depende apenas de um dirigente, dizem representantes da fundação eleitos por participantes

A governança da Previ blinda o fundo de pensão dos funcionários cio Banco do Brasil contra interferências externas e o novo presidente tende a ser um nome técnico, na visão de fontes ouvidas pelo Valor.

No entanto, a renúncia de José Maurício Coelho, anunciada na terça-feira, foi considerada abrupta e gera preocupação entre os participantes da fundação.

“Há pessoas preocupadas porque o José Maurício não é ligado a grupos políticos e realizou uma gestão técnica, adequada, com rebalanceamento de ativos. A mudança ocorreu sem justificativas”, disse um ex-diretor da Previ, que pediu anonimato. A saída de Coelho, ocorre depois da chegada de Fausto Ribeiro no comando do Banco do Brasil, em março.

Para ser indicado a um cargo na fundação, as regras vigentes desde 1997 preveem que o candidato deve ser funcionário de carreira do Banco do Brasil e filiado à Previ por pelo menos dez anos. Também há regras de paridade: metade da diretoria, que é composta por seis membros, é eleita pelos participantes. A outra metade é indicada pelo Banco do Brasil, como é o caso do presidente. Um dos cotados para a sucessão de Coelho é o atual diretor de participações, Denísio Liberato, que possui trânsito no governo. Em sua carreira de 20 anos no Banco do Brasil, também teve cargos no ministério da Fazenda, na gestão Dilma Rousseff.

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Autor: Juliana Schincariol
Referência: Valor Econômico