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Busca por seguro residencial cresce até 76% na Bahia

04 de junho 2021

Cuidando da casa

O segmento de seguros se adaptou bem à realidade imposta pela pandemia do coronavírus. As vendas de produtos relacionados à proteção das residências e de vida estão bombando. “A proteção traz um valor agregado, que é o fato de não se utilizar o seguro apenas em casos de acidentes, mas até mesmo na manutenção da casa”, conta Antonio Edmir Ribeiro, diretor territorial da MAPFRE para as regiões Nordeste e Norte. Segundo ele, aqui na Bahia, o segmento de modo geral cresceu 21% no primeiro trimestre, enquanto a Mapfre registrou uma expansão de 62%. Outra modalidade que também cresceu no período foi o seguro de vida.

Projeção de alta

Embora destaque a importância da pandemia para o movimento, Ribeiro acredita que há uma maior consciência da população em relação aos riscos. O mercado nacional conta com mais de 115 seguradoras, que arrecadou R$ 275 bilhões no ano passado – a Mapfre alcançou 18,4% e cresceu 5% em relação a 2019. “Esse crescimento também se espelhou no lucro, que foi 40% maior”, conta. Mas que ninguém se engane com o bom desempenho alcançado, há espaço para crescer bastante, acredita o executivo.

“O Brasil é o oitavo em potencial num universo de 100 países. A expectativa é que esta indústria dobre de tamanho aqui entre cinco e dez anos”, projeta.

Procura

O Grupo Bradesco Seguros registrou uma alta de 62% na região Nordeste pelo seguro residencial neste primeiro trimestre. Na Bahia, o crescimento foi de 76%. A companhia superou a marca de 1864 atendimentos mensais no Nordeste em serviços do produto Residencial.

“Em tempos em que o trabalho foi parar dentro das residências, elas ganharam uma atenção ainda maior na vida de todos. O uso de serviços, como encanador, eletricista e técnico em eletrodomésticos, ganha cada vez mais importância no dia a dia”, destaca Rodrigo Herzog superintendente executivo de operações da seguradora.

Em 2020, por exemplo, houve uma alta de 41% de acionamentos de assistências, em todo o Brasil, em relação ao ano de 2019. A tendência é de um crescimento ainda maior para 2021.

Referência: Correio da Bahia