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Estratégia preventiva ganha espaço entre os modelos de gestão

08 de junho 2021

Visão mais abrangente favorece pacientes e gestores dos setores público e privado

Padrões de comportamento contribuem com até a metade dos riscos de mortes prematuras e incapacidades provocadas por doenças, indicam estudos científicos. Não é fácil mudar velhos hábitos, mas novas tecnologias, como análise de big data e inteligência artificia (IA), ajudam a identificar esses padrões e a promover ações preventivas que salvam vidas.

O tema é um dos objetos de estudo da gestão da saúde populacional, que busca entender quais fatores influenciam a saúde em segmentos específicos como Estados, municípios ou empresas. Essa área de conhecimento respalda a tomada de decisões que vão desde a caminhada de meia hora por dia ao desenho de políticas que afetam milhões de pessoas.

O Sistema Único de Saúde (SUS), que atende oito em cada dez brasileiros, se inspira no modelo europeu de ênfase na prevenção, no qual 85% dos problemas se resolvem na atenção primária. Seus programas de saúde da família, imunização e controle de HIV/aids, entre outros, são referências internacionais. Contudo, a universalização do atendimento é prejudicada pelo orçamento cada vez menor. Já a saúde suplementar se baseia no modelo americano, que foca no pronto-socorro e no hospital como portas de entrada. Muitos dos seus gestores e clientes já constataram que não é sustentável no longo prazo e começam a valorizar estratégias preventivas.

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Autor: Dauro Veras
Referência: Valor Econômico