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Planos antigos de previdência privada chegam à Justiça

08 de junho 2021

Com a aceleração do IGP-M, alguns planos pagaram mais de 30% de retorno nos últimos 12 meses

Uma brincadeira disseminada no mercado financeiro até pouco tempo atrás é a de que os gestores de fundos de previdência privada poderíam aplicar todo o dinheiro dos segurados em títulos públicos em janeiro e curtir uma praia o resto do ano.

Afinal, de 1996 até 2012 só havíamos tido uma taxa básica de juros de dois dígitos, mais do que suficiente para garantir um rendimento de quase 1% ao mês em aplicações de baixíssimo risco, como o título público Tesouro Selic (também chamado de LFT).

Ainda que entre março de 2012 e janeiro de 2014 a Selic tenha experimentado o patamar de um dígito, foram só nos últimos quatro anos, a partir de julho de 2017, que a taxa básica de juros se firmou abaixo de 10% e passou a tirar o sono desses gestores. Para quem estava acostumado a ter 1% ao mês, se reacostumar com 0,15% não foi fácil.

A nova conjuntura econômica, piorada com a crise da covid-19, levou os gestores de previdência a, obrigatoriamente, diversificar e aumentar o risco das carteiras (dentro de seus limites) para cumprir suas metas atuariais. Mesmo assim, nem todos estão conseguindo cumpri-las, especialmente de planos de previdência mais antigos, cuja rentabilidade prometida é joia rara e valiosa hoje em dia.

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Autor: Naiara Bertão
Referência: Valor Econômico