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73% dos trabalhadores pagam parte da consulta médica, diz pesquisa

25 de junho 2021

Quase metade dos valores de consultas são pagas por funcionários de empresas

A maior parte das empresas do setor industrial adota o regime de coparticipação dos planos de saúde, no qual o funcionário paga com parte dos custos pelo uso de serviços, como consultas e exames. Segundo levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Sesi , divulgada nesta segunda-feira (21), em 73% das empresas, os empregados pagam parte do preço de utilização dos planos de saúde. Em média, os beneficiários arcam com 45,9% do valor de cada procedimento.

O pré-pagamento – modalidade composta por mensalidades fixas estabelecidas por ano de contrato e faixa etária – é a opção de 71% das indústrias. Já o pós-pagamento – valores pagos mensalmente de acordo com o uso – é o modelo adotado por 27% das empresas. E 2% das contratantes fazem uso das duas modalidades.

O levantamento também indicou os modelos de planos de saúde adotados pelas indústrias. Entre as principais coberturas dos planos de saúde contratados pelo setor estão consultas e exames (98%), internação hospitalar (97%) e atendimento com obstetra e parto (89%).

Preço define a escolha do plano de saúde

Na hora de contar uma operadora de planos de saúde, o que as empresas mais analisam para a contratação dos serviços é o preço, com 43%, e a qualidade do atendimento associada ao tempo de relacionamento com a operadora (21%).

Além disso, o estudo mostrou que, apesar do crescimento, nos últimos anos, do mercado alternativo de serviços de saúde,como clínicas populares e cartões desconto para serviços de saúde, 88% dos gestores da indústria entrevistados não tem interesse em contratações de serviços não regulados pela ANS.

O levantamento aponta ainda que a telemedicina é uma tendência concreta, já que metade das empresas pesquisadas se considera parte dela. Nos parâmetros analisados, em telessaúde, os principais serviços disponibilizados são a telemedicina, o atendimento psicológico virtual e, em menor grau, a teleconsulta nutricional.

Referência: Brasil Econômico