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Hospitais ainda restringem cirurgias eletivas

06 de julho 2021

Mesmo com da redução das internações por covid, maioria dos procedimentos sem urgência é cancelada

O número de pacientes internados por covid-19 tem diminuído nas últimas semanas, mas os hospitais ainda encontram dificuldades para elevar o número de cirurgias eletivas, que não são emergenciais. Levantamento divulgado pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp), que reúne estabelecimentos particulares, mostra que 68% deles cancelaram pelo menos metade desses procedimentos que, em tese, não são emergenciais entre o fim de junho e o início de julho.

No sistema público, o cenário é similar. De acordo com informações do Ministério da Saúde, em 2020 houve queda de 32% no número de eletivas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para 6 milhões de procedimentos, na comparação com as 8,8 milhões de 2019. Uma média de 500 mil cirurgias por mês. Neste ano, de janeiro a abril, com 1,997 milhão de procedimentos de janeiro a abril, essa média abaixo da de 2019, antes da pandemia, se manteve.

Segundo o ministério, a diminuição está relacionada à necessidade de a rede de serviços de saúde públicos e privados disponibilizar leitos clínicos e de terapia intensiva para o atendimento de pacientes com covid-19.

Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, diz que são múltiplos os fatores que causaram a queda no número de eletivas. “Tem a ver com o aumento da utilização da estrutura dos hospitais por pacientes de covid-19, escassez de materiais e pessoal, entre outros”, afirma. No mais recente levantamento da entidade, 72% dos hospitais relatam falta de mão de obra, seja por afastamento de profissionais por problemas de saúde, seja por escassez de pessoal especializado.

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Autor: Ana Conceição
Referência: Valor Econômico