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Susep flexibiliza regras para seguros de automóveis

13 de agosto 2021

Um seguro de automóvel com cobertura de furto, mas sem cobertura contra colisão. Ou um seguro de motocicleta que cobre 50% do valor do veículo. A partir de 1.º de setembro, as seguradoras terão mais liberdade para criar e oferecer formas novas â e mais baratas â de seguros de veículos. Será possível, inclusive, contratar o seguro auto sem nem mesmo ser proprietário de um automóvel.

Publicadas hoje pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), as regras que flexibilizam e simplificam o seguro de automóvel esperam torná-lo mais popular. Da frota total de veículos do País, apenas 16% tinham cobertura de seguro em 2019. Esse porcentual cresce para 33% se considerados apenas veículos com até dez anos de fabricação. Para a Susep, é possível melhorar esses indicadores oferecendo mais liberdade contratual, diversificação e melhores preços.

“Vamos permitir, com as novas regras e critérios, que uma diversificação efetiva de produtos apareça. Se alguém quiser fazer seguro só da metade do carro, por que não permitir isso? É melhor do que não ter um seguro”, explica Rafael Scherre, diretor da Susep.

Entre as mudanças previstas, está a possibilidade de que o seguro seja contratado mesmo sem identificação exata do veículo, o que já existe em outros países. O diretor detalha que isso facilitará, por exemplo, o acesso ao seguro por motoristas de aplicativos e condutores que compartilham veículos, usam carros por assinatura ou alugados nos fins de semana. Não precisa ser dono do carro, basta apontar o valor desejado do seguro e referências sobre o tipo de veículo.

A Susep também mudará regras que, segundo a entidade, podem baratear os seguros. As seguradoras passam a ter a possibilidade de cobrar franquia em casos de indenização integral ou por incêndio, queda de raio e explosão, o que era proibido. Também passam a poder exigir no contrato que os reparos sejam feitos exclusivamente em oficinas da rede credenciada. “O segurado passa a participar do risco, o que pode torná-lo mais diligente”, diz.

Autor: Bruno Villas Bôas
Referência: Estado de São Paulo