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Hacker

01 de setembro 2021

Painel S.A.

Com a onda de ataques a sistemas e redes de computadores, que se intensificou durante a pandemia, aumentou também a procura por seguros cibernéticos no primeiro semestre deste ano. Até junho, o setor que oferece o serviço alcançou receita superior a R$ 41 milhões – quase a mesma gerada em todo o ano de 2020, de acordo com dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados). Em 2019, o volume de prêmios levantado foi de cerca de R$ 20 milhões.

Resgate

Na corretora 3 SEG, o volume de apólices de seguros cibernéticos no primeiro semestre superou em mais de 50% o total de contratos em 2020. As áreas de saúde, varejo, tecnologia e financeira estão entre as que mais recorreram ao serviço, diz a empresa.

criptografia

A Zurich, que oferece seguro de proteção de dados para evitar perdas financeiras, diz que percebe alta na procura por seguros cibernéticos desde 2018. No primeiro semestre de 2021, a seguradora afirma que alcançou praticamente o mesmo valor em prêmios de 2020 todo.

acesso

Segundo a consultoria Control Risks, o setor mais afetado neste ano por ataques de ransomware, que bloqueiam sistemas, foi o governo, seguido por educação, saúde e varejo. Em 2020, foram 304,6 milhões de ataques relatados globalmente, e nos primeiros seis meses deste ano, 304,7 milhões. No Brasil, já foram mais de 9 milhões registrados em 2021, diz a consultoria.

dados

Para o diretor de segurança cibernética da Control Risks, Felix Rodriguez, a pandemia aumentou a vulnerabilidade das empresas por causa da mudança para o trabalho remoto, que reduziu controles técnicos e ampliou o uso de equipamentos externos e de redes de internet abertas.

Autor: Joana Cunha
Referência: Folha de São Paulo