Capitolio


56% dos fundos de pensão consideram ESG ao investir

03 de setembro 2021

Para 98% das fundações, governança é o critério ESG mais adotado

Mais da metade dos fundos de pensão utilizam os critérios ESG (ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês) em suas decisões de investimento, em especial para ações, crédito privado e private equity. No entanto, para a maioria, a frequência com que isso ocorre é ocasional, de acordo com um levantamento realizado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Para realizar o estudo, a autarquia ouviu 93 entidades de previdência fechada, responsáveis pela gestão de mais de R$ 700 bilhões e que representam cerca de 70% dos recursos da indústria.

Segundo a pesquisa, em 56% das fundações os fatores ESG são levados em conta nas decisões de investimentos. Se analisadas apenas as entidades sistematicamente importantes (ESI), o número sobe para 85%. Este grupo é formado por 17 fundos de pensão e 13 deles participaram da pesquisa. A participação no levantamento de todas as entidades foi voluntária.

“Minha leitura é que as entidades estão no caminho certo. Uma evolução do tema vai depender muito da composição das carteiras de investimento, por exemplo. Cerca de 60% dos recursos da indústria estão alocados em títulos públicos e 40% nos demais ativos”, disse ao Valor o diretor superintendente da Previc, Lucio Capelletto. Para os títulos do Tesouro Nacional, por exemplo, a avaliação não faz sentido, aponta. Há fundações maduras em que este tipo de aplicação predomina.

Veja mais

Autor: Juliana Schincariol
Referência: Valor Econômico