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O novo negócio da Unimed-Rio

10 de setembro 2021

A Unimed-Rio quer ir além dos planos de saúde e odontológicos e está lançando um novo negócio: a Green, uma corretora que venderá de seguros de carro a apólices de responsabilidade civil para executivos (D&O).

A nova corretora surgiu a partir de seguros que, ocasionalmente, já eram vendidos juntamente com produtos de saúde tradicionais da cooperativa, como seguro de proteção para perda de emprego, segundo Mario Salomão, superintendente geral da Unimed-Rio.

— Vimos que já tínhamos um negócio nas mãos que poderia ser desenvolvido. É uma oportunidade para gerar receitas adicionais e elevar nossa margem de lucro — acrescenta Salomão. — E a ideia é ela trabalhar com um amplo leque de seguros, exceto aqueles que concorreriam com a própria Unimed-Rio. Ou seja, ela não venderá seguro-saúde nem odontológico.

No portfólio de produtos da Green haverá de seguros residenciais a apólices de riscos para equipamentos portáteis e médicos, passando por seguros ambientais, de vida, previdência, assistência funeral, de viagens etc.

A expectativa do grupo é gerar pelo menos R$ 15 milhões em prêmios de seguros nos primeiros 12 meses de operação.

— Nosso plano de negócio prevê uma geração de cinco, seis milhões de reais em receitas por ano no início das operações — estima Salomão.

Desafio

Elevar sua rentabilidade é um dos principais desafios da Unimed-Rio, como observou ontem a Fitch Ratings em relatório. De acordo com a agência de classificação de risco, “as baixas margens operacionais da Unimed-Rio limitam o espaço da companhia para administrar eventuais volatilidades em suas receitas em períodos de maior estresse no ambiente operacional.”

“A Unimed-Rio se beneficiou, em 2020, de um EBITDA (uma métrica de geração de caixa)  recorde de R$ 325 milhões, impulsionado pela forte redução da sinistralidade, em razão da suspensão das cirurgias eletivas durante a primeira fase da pandemia. No entanto, o ano de 2021 deve ser impactado pelos maiores gastos com as internações e tratamentos de covid-19, pela retomada dos atendimentos eletivos e pelo reajuste negativo de 8,19%, aprovado pela ANS, para os planos individuais”, acrescentou a agência.

O EBITDA projetado para este ano deve ficar negativo em R$ 111 milhões. A Fitch prevê ainda que a companhia deve encerrar 2021 com 789 mil vidas na carteira, estável na comparação com 2020.

A Green Corretagem de Seguros será comandada pelos executivos Humberto Torloni Filho e Fernando Santoro. A MDS Brasil, subsidiária de grupo multinacional português de consultoria e gestão de seguros, vai gerenciar as atividades operacionais.

Autor: Rennan Setti
Referência: O Globo