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Momento é oportuno para conquistar novos segurados

27 de setembro 2021

A falta de contratação de seguros por uma parcela grande da população é ainda um problema a ser enfrentado pelo mercado segurador brasileiro. Uma pesquisa feita pela Prudential do Brasil, em parceria com o Ibope, em 2019, revelou que somente 15% dos brasileiros tinham seguro de vida, seja ele pago de forma individual, por um familiar, ou mesmo pela empresa em que trabalha. A pesquisa também apontou que apenas 20% dos entrevistados afirmaram ter interesse em adquirilo em 2020.

“Se comparar com países de referência, vemos que, hoje, no Japão, 90% da população possui algum tipo de seguro de vida. Nos Estados Unidos, esse índice é de 60%. Neste contexto, existe uma enorme possibilidade de crescimento no País”, afirma André Paiva, VP comercial regional da Prudential Brasil, empresa com mais de 3,1 milhões de vidas seguradas no País e que tem como uma de suas metas chegar a 5 milhões de clientes até 2023.

A questão de subpenetração do mercado de seguros brasileiro também é diagnosticada pela Bradesco Seguros, que vê a restrição de poder aquisitivo da população e a baixa cultura de desenvolvimento do mercado como os principais entraves para solucionar essa equação.

“A primeira razão é bem complexa, mas a segunda implica em grandes oportunidades, o que significa que temos pela frente um grande espaço para crescimento. Devido ao cenário de profundas transformações, notamos um ciclo bastante positivo para o setor de seguros como um todo, envolvendo diversas linhas de negócios, com novas oportunidades para a ampliação da oferta de produtos”, analisa o superintendente executivo da Bradesco Seguros na região Sul, Altevir Prado.

Ele ressalta, porém, que para atrair um número cada vez maior de pessoas, essas novidades precisam ser ofertadas de acordo com as novas formas de consumo dos clientes, o que envolve digitalização dos processos, permanência dos canais de vendas e o uso de alta tecnologia. “Muito possivelmente, o setor sairá dessa situação mais maduro, digital, inclusivo e sustentável, apto a oferecer soluções cada vez melhores e mais eficientes. O desafio posto, nesse particular, é que uma parte dos consumidores continuará como era antes, enquanto outra parte mudou sua forma de consumir. Precisamos estar atentos a essas duas realidades”, pontua.

Referência: Jornal do Comercio RS