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Omissão do CFM

29 de setembro 2021

O senador Humberto Costa (PT-PE) levantou a hipótese de levar o Conselho Federal de Medicina (CFM) aos holofotes. Ao analisar fatos do período em que Luiz Henrique Mandetta deixou o cargo no Ministério da Saúde, o parlamentar trouxe à tona falhas cometidas pelo órgão. Isso porque, segundo ele, o então ministro havia denunciado ao CFM o tipo de tratamento oferecido pela Prevent Senior aos seus pacientes e apontado a alta taxa de mortes que eles vinham obtendo em meio à pandemia. No entanto, nenhuma providência foi tomada por parte do CFM, alegou o senador.

Humberto acusou o conselho de agir em conluio com o governo federal, por meio do gabinete paralelo, para facilitar a execução de um “planejamento criminoso”. “Era obrigação do Conselho Federal de Medicina investigar. Não venham botar a culpa nos médicos que foram obrigados a fazer o que não queriam. E sim em quem deveria fiscalizar e na própria empresa que autorizou esses protocolos. Isso é criminoso”, apontou.

Segundo Eliziane Gama (Cidadania-MA), Mandetta foi demitido 16 dias após denunciar o caso da Prevent. E que 48 horas após a demissão do ministro, o CFM mudou o protocolo em relação à autonomia médica. “Parece uma simbiose para fazer valer, em detrimento da vida das pessoas, o negacionismo do governo federal”, afirmou.

Após o depoimento da advogada Bruna Morato, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autuou, ontem à noite, a Prevent Senior por não avisar pacientes sobre o uso do kit covid. A operadora de plano de saúde, que tem 10 dias para apresentar defesa, foi punida com multa de R$ 25 mil, valor que pode aumentar conforme o número de pessoas atingidas.

Referência: Correio Braziliense