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Seguros: ‘Open insurance’ pode economizar R$ 20 bi para consumidor de seguro

06 de outubro 2021

Estudo mostra impacto do compartilhamento de dados sobre receitas do setor

Os benefícios do “open insurance” ao consumidor vão muito além da conveniência. O bolso dos clientes também deve sentir um impacto positivo do sistema de compartilhamento de dados de seguros. A economia pode alcançar até R$ 20 bilhões em cinco anos, se considerados apenas dois dos principais ramos, o auto e o vida, segundo estudo feito pela BMG Seguros.

Mas, se esse dinheiro vai permanecer com o consumidor, isso significa que o montante vai deixar de entrar no caixa das empresas. Até 2026, apenas no segmento auto, o open insurance pode ter como resultado direto a perda de receitas para as companhias de R$ 12,4 bilhões, no caso de um cenário com impacto concentrado nas seguradoras.

Se o cenário afetar tanto seguradoras quanto corretoras, a conta pode chegar a R$ 13,5 bilhões. No caso de impacto mais severo causado pelo novo ambiente, R$ 15 bilhões poderiam deixar de entrar nas contas de incumbentes e dos intermediários.

A pequisa indica ainda a possibilidade de queda de arrecadação em prêmios na categoria vida. Na mesma base de avaliação, as perdas seriam de, respectivamente, R$ 2,9 bilhões, R$ 3,6 bilhões ou R$ 4,3 bilhões.

As estimativas foram feitas com base no impacto de eventos de inovação já ocorridos na indústria, como o multicálculo. Criada há alguns anos, a ferramenta digital faz cotações simultâneas e quase instantâneas de preços. Essas plataformas chegaram a reduzir em até 15% os prêmios de seguros de veículos. O estudo também leva em conta a experiência do open banking, que está em fase mais adiantada que a versão do mercado segurador.

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Autor: Sérgio Tauhata
Referência: Valor Econômico