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CNseg aponta vetores de impacto da economia nos próximos meses

29 de outubro 2021 Paulo Araripe Jr.

Os vetores prós e contras o crescimento do PIB do país em 2021 e em 2022 são relacionados na nova edição (nº 56) da Conjuntura CNseg, publicada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). De acordo com a publicação, embora a esta altura o viés de cada indicador já seja conhecido, positivo ou negativo, é a sua intensidade que decidirá o resultado anual da economia em 2021 e em 2022.

Em consequência, as projeções dos agentes do mercado apresentam grande dispersão, especificamente para 2022, oscilando da estagnação em cenário pessimista até alta de 3%, descreve a parte da publicação destinada a avaliar o cenário macroeconômico.

Influenciadores

Segundo a publicação da CNseg, alguns vetores poderão influenciar o desempenho positivo da economia entre o final do ano e 2022: i) o ritmo de crescimento forte da economia global; ii) os gargalos na oferta de insumos; iii) os preços altos das commodities; iv) o aumento da receita das exportações e v) a renda nacional, que inclusive não tem o poder de produzir mais choques na inflação do país.

Outro tópico favorável é a reação, ainda que lenta, do mercado de trabalho, principalmente se o ritmo de contratações no setor de serviços continuar consistente nos próximos meses.

Para a Confederação Nacional das Seguradoras, outra premissa para crescimento é o PIB de 2021 confirmar a taxa de expansão de 5%, porque gera carregamento estatístico para o próximo ano, um adicional de 0,5% a 1% ao resultado de 2022.

Variáveis impactantes

Em sentido contrário, a publicação lista cinco variáveis que podem impactar o PIB brasileiro. Por ordem: i) o ciclo de alta da Selic contínuo e cada vez mais próximo de dois dígitos em 2022; ii) a corrosão da renda das famílias causada pela inflação mais alta; iii) o aumento no nível de endividamento dos brasileiros; iv) a repercussão negativa disso no consumo e na tomada de crédito; v) o risco da recuperação do mercado de trabalho não ser integral, estabilizando-se abaixo do patamar histórico, de pouco mais de 60% da população economicamente ativa; e v) por fim, a incerteza associada ao ambiente político e sua relação com a situação fiscal no próximo ano.

Referência: Monitor Mercantil