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Faz sentido correr para investir em PGBL no fim do ano?

01 de dezembro 2021

Modalidade de previdência privada que oferece benefícios fiscais desperta senso de urgência em investidor que quer pagar menos IR, mas produto não é para todo mundo

A história se repete: chega o fim do ano e, com ele, muitos anúncios que convidam as pessoas a investir no plano de previdência privada da modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Fico um pouco preocupado, confesso. Como educador financeiro que trabalha para ajudar indivíduos a compreender melhor o mundo das finanças, penso naqueles que pegam suas economias e, na ânsia de pagar menos impostos sobre a renda no ano seguinte (o que o PGBL proporciona), acabam fazendo escolhas equivocadas.

Não, o PGBL não é para todo mundo. É certo que essa modalidade de previdência proporciona um benefício fiscal muito interessante. Todo contribuinte que investe em PGBL consegue abater as aplicações feitas no plano até o limite de 12% de sua renda tributável no ano. Numa comparação bem simplista, é como se todo investimento em PGBL fosse equivalente a um recibo médico. Ou seja, o valor que o contribuinte pagaria de Imposto de Renda (IR) sobre o investimento é simplesmente adicionado à sua restituição.

Essa vantagem fiscal, na prática, é um adiamento do pagamento de IR. No lugar de pagar imposto sobre o investimento feito todo ano, paga-se o IR, no caso da PGBL, apenas na hora de resgatar todo o valor, na data de vencimento do plano. Assim, o dinheiro restituído nesse período pode ser aplicado em outros produtos de investimento ou até mesmo na própria previdência privada. Falamos aqui, então, de um bom aproveitamento do benefício fiscal obtido com o plano.

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Autor: Liao Yu Chieh
Referência: Valor Econômico