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Mega seguradora encara concorrência com novos produtos

23 de dezembro 2021

Volume de resgates foi mais expressivo para as grandes empresas do segmento em 2021

O ano de 2021 atingiu em cheio uma das indústrias de investimentos mais resilientes do país, a da previdência.

De forma incisiva, o volume de resgates bateu em R$ 85 bilhões de janeiro a outubro, 25% maior do que em igual período de 2020, que já havia apresentado alta de quase 15% em relação ao ano anterior. O movimento, além de espelhar o momento de crise com a pandemia e alta do desemprego, mostrou que a reserva de longo prazo assumiu também a finalidade de socorro de emergência.

As que mais sentiram o baque foram as mega seguradoras, que têm carteiras de ativos acima de R$ 100 bilhões. Para compensar o prejuízo, a indústria lançou novos produtos que coubessem melhor no bolso do investidor, com serviços agregados que antes não existiam, e usou massivamente a tecnologia para chegar a mais pessoas e a todas as classes sociais, para mostrar que o melhor a fazer com possíveis sobras financeiras era poupar.

O resultado foi um aumento na arrecadação de 15,2%, para R$ 112 bilhões, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). “Por mais antagônico que pareça, se por um lado houve aumento dos resgates para recompor renda e honrar compromissos de quem perdeu emprego, por outro houve o fenômeno da pandemia com a classe média alta fazendo reserva de poupança por estar gastando menos porque não estava viajando”, afirma Jorge Pohlmann Nasser, presidente da Fenaprevi e do Bradesco Vida e Previdência.

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Autor: Roseli Loturco
Referência: Valor Econômico